Antes de que o ISP possa pensar em oferecer serviço IPv6, vai ser necessário que obtenha endereços IPv6 do RIR regional; para o caso da América Latina e o Caribe vai ser através do LACNIC.
Agora sim, uma vez obtidos os endereços, o ISP vai estar em condições de desdobrar IPv6 em 3 passos:
- 1- Publicar os endereços obtidos na Internet.
- 2- Desdobrar IPv6 na sua própria rede.
- 3- Chegar ao usuário final (clientes) com IPv6.
1- Publicar os endereços obtidos na Internet:
- - Modo nativo (É necessário que o upstream provider tenha IPv6 implementado)
- - Modo tunelado (vão ter que ser conectados com um provedor de nível superior que for capaz de terminar o túnel e tiver IPv6 nativo)
2- Na rede do ISP, o que é considerado troncal do mesmo, podemos encontrar (a grandes traços) duas alternativas:
- - Se o ISP tiver implementado MPLS na sua rede, a transição vai ser muito simples:
apenas desdobrando Dual Stack nos PE e depois utilizando 6PE. De essa forma, os routers de core (P) não precisam ser modificados.
- - Se o ISP não tiver implementado MPLS na sua rede, vai ser preciso Dual Stack em todos os routers pelos que vai passar o trânsito IPv6
3- Para os clientes:
Existem várias alternativas para chegar aos clientes com IPv6, entre elas (e por ordem de preferência) estão:
- - Dual Stack (é necessário que o CPE suporte ambos protocolos)
- - Túneis
o Manuais: não escalam bem, apenas são justificados nos casos em que se trabalha com poucos clientes.
o Automáticos: 6to4 (se o cliente dispõe de IPv4 pública) e Teredo/Miredo (nos casos nos que o cliente está por trás de um NAT). Neste caso é aconselhável que o ISP desdobre Reles 6to4 e Teredo na sua rede para otimizar o trânsito.
Além das considerações técnicas, tem outras questões que devem ser levadas em conta por um ISP, principalmente nos aspectos econômicos envolvidos em uma transição desse tipo.
Na documentação abaixo podem encontrar-se exemplos sobre todos esses aspectos.
Documentação: